Este blog tem como objetivo levar o leitor a uma reflexão mais ampla sobre si e sobre o mundo, ajudando na amplitude da dimensão do ser e do viver.
sexta-feira, 21 de março de 2014
RESSIGNIFICANDO O MUNDO
domingo, 30 de outubro de 2011
Como lidar com o mal?
Anselm Grün nos apresenta uma classificação básica nominada pelos antigos monges, em que temos três forças em nossa alma: nous (espírito) aos anjos, Thymos aos demônios, Epithymia (desejo) aos homens.
Partindo da classificação elencada pelos monges, estes descrevem que Thymos (demônios) exercem sua influência sobre os homens através do ódio, da inveja e principalmente através da ira. Diziam eles que o ar é a região onde os demônios também são encontrados.
Para eles, a fantasia é o ponto de contato para os maus pensamentos, ocorre ali uma luta de nossos próprios pensamentos, exclusivamente quando estes estão carregados de paixão e emoção.
Demônios são capazes de dominar um homem (como descrevemos acima), de forma que ele se torne um possesso. Segundo os monges, os demônios podem conduzir os homens a doenças psíquicas: esquizofrenia, epilepsia, loucura e histeria, alguns impelidos ao suicídio.
Para Jung estas eram tentativas de explicar os fenômenos, para o psicólogo, a causa central estaria na projeção, que impede o ser humano de ver a realidade com tal. Segundo ele, os complexos nos levam a agir compulsivamente e adquirirem certa autonomia.
Muitas vezes tais complexos alcançam o domínio sobre o eu. Através do complexo da alma – repressões de ordem moral ou estética, excluídos da convivência -, por meio do complexo de espírito – conteúdos do inconsciente coletivo que penetram nossa consciência -. Geralmente tais complexos e afetos modificam-se em complexos autônomos.
Logo, lidar com os demônios é procurar exteriorizá-los de nosso inconsciente, afim de defender-nos contra eles, sobretudo no âmbito dos afetos e emoções.
Reflexão feita a partir do livro:
GRÜN, Anselm. Convivendo com o mal - A luta contra os demônios no monaquismo antigo. Petrópolis-RJ: Vozes, 2010. p. 17-24.
Recomendo a leitura, um excelente livro!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Oração como terapia, libertação do ser

A primeira linguagem pela qual Deus se comunica a nós é o silêncio. O ser humano tem a necessidade de descansar na presença de Deus.
A oração é o caminho para este relacionamento entre Deus e o homem, assim quando falamos em oração centralizadora, estamos falando sobre um exercício de intenção, em que por meio de uma palavra sagrada (exemplo: Terço da Misericórdia – Pela vossa dolorosa paixão... Tende misericórdia de nós e do mundo inteiro) expressamos nossa intenção de experienciar Deus dentro de nosso interior via contemplação.
Tal caminho leva-nos a uma decisão, opção, direcionamento de nossa vontade em vista do amor divino que não é sentimento. Na oração nos permitimos aceitar a ação divina em nossa vida. Quando nossa vontade é direcionada a espiritualidade, vamos adquirindo o hábito de submissão a presente ação de Deus em nossa alma.
A oração atua de forma terapêutica, levando-nos a uma libertação do sentimento de ser indigno do amor, tendo em vista que há uma necessidade em nosso ser de amar e ser amado, uma vez que nascemos do amor e para o amor. A palavra sagrada que utilizamos para oração, serve para nos ajudar a focalizar nossa intenção. No momento oracional fazemos uma viagem e aí somos libertos de nossas fixações e reconfigurados em nossas emoção (força que nos move), por vezes recalcadas em nosso inconsciente.
Logo, quando vamos tomando consciência geral da presença de Deus junto a nós, confiando a Ele nossa vida, através de nossa oração de simplicidade (como o agir da criança), somos de fatos purificados em todo o nosso interior e assim estabelecemos uma harmonia entre Deus, a alma e o próximo.